quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A BREVIDADE DA VIDA


Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, tudo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade. (Sl 39:4-5)

É difícil para nós seres humanos aceitarmos nossa finitude, afinal, viver é tão bom! Os prazeres propiciados pela arte de viver nos dão sensações boas e leves, chegam até nos convencer de que merecemos que esta vida nunca cesse. De fato, viver é bom, principalmente quando se vive do modo correto, mas a vida é efêmera, passageira, ou seja, o seu fim está determinado debaixo do sol.
A verdade é que o tempo não para, o relógio criado pelo Onipotente trabalha sem descanso e, quanto mais o tempo passa, mais temos a nítida certeza de que a vida caminha para o “The End” porque percebemos que a saúde do nosso corpo vai dando demonstrações de que não é mais a mesma! E como lutamos para não aceitarmos isto como realidade!
O rei Davi demonstra claramente neste poema que ele tinha séria dificuldade de aceitar a brevidade da vida. Tanto é verdade que no versículo 4 ele pede a Deus que o ajude a conhecer o seu fim e a soma do seus dias para que ele pudesse reconhecer sua fragilidade e debilidade, e que como uma sombra os seus dias se vão!
Não podemos nos conformar à vida que aqui vivemos. A vaidade, a sede pelo conhecimento, enfim, essas boas e leves sensações que esta breve vida nos proporciona, não podem nos inebriar, não podemos permitir que a nossa visão acerca do Reino de Deus seja embaçada ou se distorcida.
Devemos lembrar todos os dias que a nossa vida deve ser vivida sob a perspectiva da volta de Jesus Cristo, aliás, iminente, portanto, aquilo que é essencial para o nosso viver deve prevalecer sobre o que é necessário, isto é, Deus em primeiro lugar, e todas as coisas de que temos necessidades serão providas por Ele de modo extraordinário como sempre o fez, por meio de nosso esforço e trabalho, claro.
Vivamos com sabedoria e discernimento, sempre sob a dependência de Deus.