Dá-me a
conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça
a minha fragilidade. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua
presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, tudo homem, por mais firme
que esteja, é pura vaidade. (Sl 39:4-5)
É
difícil para nós seres humanos aceitarmos nossa finitude, afinal, viver é tão
bom! Os prazeres propiciados pela arte de viver nos dão sensações boas e leves,
chegam até nos convencer de que merecemos que esta vida nunca cesse. De fato,
viver é bom, principalmente quando se vive do modo correto, mas a vida é
efêmera, passageira, ou seja, o seu fim está determinado debaixo do sol.
A
verdade é que o tempo não para, o relógio criado pelo Onipotente trabalha sem
descanso e, quanto mais o tempo passa, mais temos a nítida certeza de que a
vida caminha para o “The End” porque percebemos que a saúde do nosso corpo vai
dando demonstrações de que não é mais a mesma! E como lutamos para não
aceitarmos isto como realidade!
O
rei Davi demonstra claramente neste poema que ele tinha séria dificuldade de
aceitar a brevidade da vida. Tanto é verdade que no versículo 4 ele pede a Deus
que o ajude a conhecer o seu fim e a soma do seus dias para que ele pudesse
reconhecer sua fragilidade e debilidade, e que como uma sombra os seus dias se
vão!
Não
podemos nos conformar à vida que aqui vivemos. A vaidade, a sede pelo
conhecimento, enfim, essas boas e leves sensações que esta breve vida nos
proporciona, não podem nos inebriar, não podemos permitir que a nossa visão
acerca do Reino de Deus seja embaçada ou se distorcida.
Devemos
lembrar todos os dias que a nossa vida deve ser vivida sob a perspectiva da
volta de Jesus Cristo, aliás, iminente, portanto, aquilo que é essencial para o
nosso viver deve prevalecer sobre o que é necessário, isto é, Deus em primeiro
lugar, e todas as coisas de que temos necessidades serão providas por Ele de
modo extraordinário como sempre o fez, por meio de nosso esforço e trabalho,
claro.
Vivamos
com sabedoria e discernimento, sempre sob a dependência de Deus.